O que são ?

Com uma história de quase noventa anos com as primeiras simulações da Liga das Nações pelos alunos da Universidade de Harvard, os modelos têm, hoje, mais de 400 mil estudantes participando das 400 simulações a cada ano em todo mundo, de acordo com a ONU.

No Brasil, ainda que a história seja mais recente, a prática – que acaba de passar de 10 anos desde as primeiras simulações (AMUN, em Brasília, e MONU, em São Paulo) – ganha cada dia mais adeptos, sendo adotada não só em faculdades, mas também em colégios; não só para graduandos, mas principalmente para secundaristas.

A essência, por mais complexa que pareça ser, mostra-se bem simples: os alunos poderão, durante o evento, vivenciar uma aproximação da experiência real de diplomatas, chefes de Estado, lobbistas ou afins em diversos âmbitos de negociação multilateral discutindo fatos relevantes da história ou da atualidade. Dessa forma, precisam seguir a formalidade de vestimentas e falas, os procedimentos de discussão e argumentação e a formação de decisão coletiva contrapondo os interesses individuais do Estado ou entidade que representa.

Para que sua função seja realizada satisfatoriamente, é necessário que os delegados dediquem-se a estudar o tema que irão discutir, o posicionamento do país que irão defender e dos principais atores da negociação. Além de buscarem compreender valores e cultura que irão representar.

Os Modelos são uma forma eficaz de escapar ao aprendizado formal de sala de aula através da vivência de situações reais pelo aluno. Ter domínio do assunto é apenas a primeira etapa de um processo que coloca os delegados em circunstâncias inesperadas e que exige flexibilidade e capacidade de negociação. A produção de documentos desenvolve o domínio da língua escrita, a necessidade de se posicionar promove a capacidade de oratória e a convivência com tantas pessoas proporciona um verdadeiro crescimento humano e sociocultural.